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sexta-feira, 23 de abril de 2010

Ciro Gomes assume pela primeira vez não ser mais candidato à presidência.

Em entrevista ao iG, o deputado Ciro Gomes assume pela primeira vez que não será candidato à presidência, manda recados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a candidata à presidência pelo PT, Dilma Rousseff e ao PMDB. Veja as principais declarações de Ciro Gomes ao iG:
Fonte: Último Segundo Brasil

Ciro sobre tentativa de Lula eleger Dilma
“Lula está navegando na maionese. Ele está se sentindo o Todo-Poderoso e acha que vai batizar Dilma presidente da República. Pior: ninguém chega para ele e diz ‘Presidente, tenha calma’"
Ciro sobre popularidade de Lula“Ele não é Deus"
Ciro assume pela 1ª vez que está fora da disputa presidencial "Tiraram de mim o direito de ser candidato. Mas quer saber? Relaxei. Eles não querem que eu seja candidato? Querem apoiar a Dilma? Que apoiem a Dilma. Estou como a Tereza Batista cansada de guerra. Acompanho o partido. Não vou confrontar o Lula. Não vou confrontar a Dilma"
Ciro sobre ser candidato“Não me importava de ser um candidato com 2%, 5%, 10% das intenções de voto. Acho que minha presença nos debates e nos programas de televisão poderia provocar uma discussão no país, uma discussão sobre o futuro do Brasil.”
Ciro sobre José Serra, candidato do PSDB à presidência“Minha sensação agora é que o Serra vai ganhar esta eleição. Dilma é melhor do que o Serra como pessoa. Mas o Serra é mais preparado, mais legítimo, mais capaz. Mais capaz inclusive de trair o conservadorismo e enfrentar a crise que conheceremos em um ou dois anos.”
Ciro sobre apoio a Dilma Rousseff, candidata do PT à presidência“Não me peçam para ir à televisão declarar o meu voto, que eu não vou. Sei lá. Vai ver viajo, vou virar intelectual. Vou fazer outra coisa"
Ciro sobre economia"Em 2011 ou 2012, o Brasil vai enfrentar uma crise fiscal, uma crise cambial. Como estamos numa fase econômica e aparentemente boa, a discussão fica escondida. Mas precisa ser feita”
"Como o PT, apoiado pelo PMDB, vai conseguir enfrentar esta crise? Dilma não aguenta. Serra tem mais chances de conseguir”
Ciro sobre a campanha presidencial
"Sabe os aloprados do PT que tentaram comprar um dossiê contra os tucanos em 2006? Veremos algo assim de novo. Vai ser uma m…”
Ciro sobre sua vida política
“Sempre fui acusado de ter trocado muito de partido. Minha vida partidária é uma tragédia mesmo”







quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Crítica de FHC a Dilma gera discussão no Senado - PT de Dilma levou desvantagem.

Fonte: Paraná Online
A campanha presidencial chegou ao Plenário do Senado. As críticas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que chamou a pré-candidata do PT, a ministra Dilma Rousseff, de "reflexo de líder" ecoaram e dominaram a sessão da Casa hoje. Ex-presidente do PSDB, o senador Tasso Jereissati (CE) subiu à tribuna para dizer que a candidata governista é como silicone. "A Dilma é uma liderança de silicone. É bonita por fora e falsa por dentro", atacou.
A frase foi à senha para o início de um debate de cerca de 2 horas no qual o PT de Dilma levou desvantagem. Apenas três senadores do partido da ministra e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva - Eduardo Suplicy (SP), João Pedro (AM) e Serys Slhessarenko (MT) - estavam no plenário e responderam a Tasso. Apesar do tema polêmico o clima se manteve tranquilo sem bate-boca.
"Ela é uma liderança feita a partir de um invólucro montado por uma equipe de marketing que usa números que não são verdadeiros", prosseguiu Tasso. Suplicy foi o primeiro petista a falar, mas limitou-se a reconhecer que programas sociais tiveram início no governo de FHC e foram "ampliados" na gestão de Lula.
Em seguida, foi a vez de João Pedro sair em defesa da ministra candidata. "Não se pode tratar uma ministra de Estado como falsa líder ou líder de silicone. Essa crítica que é feita, de que ela não foi prefeita nem governadora também foi feita ao Lula e veja hoje a aprovação dele", retrucou o petista.
O senador Heráclito Fortes (DEM-PI), primeiro secretário do Senado, falou em seguida advertindo que o discurso de Tasso seria "o primeiro de uma série que precisam ser feitos para alertar o povo". E continuou: "Estamos vivendo um clube de falsa felicidade."
Última petista presente, Serys apelou para a questão de gênero ao dizer que Dilma estava sendo vítima de discriminação por ser mulher. "Dilma tem luz própria sim e com muito brilho. Talvez esse brilho esteja ofuscando o seu valor", filosofou. "Dilma nunca esteve à sombra de Lula, mas sim ao lado do presidente o tempo todo. Ela não faz campanha. Ela está trabalhando pelo Brasil."
Vice-presidente do PSDB, Marisa Serrano (MS), apressou-se em responder a Serys. "Essa coisa que mulher vota em mulher é balela. Mulher vota em gente competente e de conduta firme", disse. "Dilma é ventríloquo e se escora no presidente Lula."
O senador Sérgio Guerra (PE), presidente do PSDB, também não perdeu a oportunidade de criticar a ministra de Lula e afirmou que a tese do PT de comparar os governos de Lula e de FHC não passa de "coisa de marqueteiro". "Se não houvesse o Lula, a Dilma teria que disputar, honrosamente, a eleição para vereador", afirmou.
Para ilustrar a diferença nas duas campanhas, Guerra disse que enquanto o PSDB tem de resolver o nome do candidato a vice na chapa de Serra, o PT ainda tem que escolher o candidato governista. "Eles têm de resolver o problema do Ciro (Gomes, deputado do PSB que integra a base do governo). O Ciro pelo menos fala e pensa. Se a Dilma pensa ninguém nunca ouviu", afirmou.