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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Novo Aeroporto de São Paulo em Caieiras será fruto da iniciativa privada

 


Fonte: Rodoanelnews

Crises e mais crises na capacidade de infra-estrutura da indústria da aviação aérea, não deixaram em nenhum momento fora do ar a pauta a respeito de um possível novo aeroporto próximo da capital Paulista.

Com Congonhas com capacidade esgotada, além do que a vizinhança residencial de Moema, Campo Belo e outros bairros ao lado gostariam, com Cumbica precisando grandes investimentos e no momento próximo de sua capacidade máxima, criar um novo aeroporto prossegue na mente dos decisores envolvidos neste setor.
Pegando carona nos investimentos maciços para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas, as empreiteiras Camargo Correa e Andrade Gutierrez estão vendo nesta carência uma hipotética oportunidade lucrativa de negócios. Por isso estão correndo com a formalização de um projeto para construir rapidamente um Aeroporto no município de Caieiras, a 30k do centro da capital, no eixo do Rodoanel e próximo de saídas para qualquer rodovia. Ou seja, muito.. muito conveniente.
Os desafios não são poucos: primeiro, adquirir uma área em Caieiras hoje pertencente à Companhia Melhoramentos, com distância suficiente do perímetro urbano e sem grandes problemas de licença ambiental.
A outra questão é aguardar licença do Governo Federal para o empreendimento privado, afinal Aeroporto no Brasil ainda é exclusividade federal. Porém talvez esta questão seja resolvida com um longo contrato de comodato. Ainda, consolidar parceria com as duas maiores companhias aéreas do país, Gol e TAM, que podem se transformar em acionistas com até 10%, limite permitido pela legislação.
Os recursos necessários, certa de 2 bilhões de reais, imaginam as empreiteiras que podem levantar através de uma sociedade de interesse específico que venham a formar e que faça um IPO na Bovespa. Ou seja, o dinheiro viria do público e investidores. Provavelmente este assunto será deliberado no primeiro momento do Governo Dilma Roussef. A cessão para a iniciativa privada de um aeroporto que resolva ou pelo menos contribua para resolver a questão do tráfego aéreo em São Paulo é bem vinda, na medida em que o Governo Federal pretende jogar suas fichas de investimento financeiro no trem bala e estádios de futebol.
O que há de certeza é que, saindo o Aeroporto, a região do Rodoanel será mais uma vez fortalecida com grandes perspectivas permanentes, não só do investimento inicial, mas também da movimentação econômica que pode proporcionar. Concorrerá com Viracopos ? Talvez sim, talvez não. O tráfego aéreo cresce de forma exponencial e a demanda é maior do que a infra-estrutura atualmente existente. Pode haver espaço para todos.

CONCESSÃO DE AEROPORTOS JÁ ESTÁ DECIDIDA, DIZ ANAC

Rubens Vieira, diretor de infraestrutura, afirma que só falta acertar regras para a entrada da iniciativa privada Expectativa da agência é publicar o edital até o início de maio e realizar até julho o leilão com as empresas interessadas

Fonte: Aviação Geral


Folha da S. Paulo-via NOTIMP: Abril, 16 de 2011
Mariana Barbosa
O diretor de infraestrutura da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Rubens Carlos Vieira, afirmou que o setor aéreo brasileiro precisa do capital privado para realizar investimentos e melhorar sua eficiência. “O setor privado será muito bem-vindo e essa é uma questão que já está fechada. O que terá de ser definido pela nova SAC (Secretaria Especial de Aviação Civil) é como isso será feito”, disse.
Vieira participou , em São Paulo, de um seminário internacional sobre concessão de aeroportos. Dada a urgência dos investimentos, devido ao calendário da Copa e da Olimpíada, Vieira afirmou que a definição do modelo de exploração de aeroportos pela iniciativa privada “deve ser a primeira atitude da SAC”.
REGRAS CLARAS
Vieira destacou a importância de ter “regras claras e uniformes” para o modelo de concessão dos aeroportos. “Depois que concedermos [à iniciativa privada], vai ser muito difícil voltar atrás nas regras”, afirmou. Além das regras, falta definir quais aeroportos ou terminais serão abertos para a concessão da iniciativa privada e como se dará a concorrência entre eles.
De acordo com Vieira, o modelo de concessão terá o seu primeiro teste com o aeroporto de São Gonçalo do Amarante, na região metropolitana de Natal.Depois de quase três anos de discussões, as regras do edital de concessão foram aprovadas pelo TCU (Tribunal de Contas da União).A expectativa da Anac é publicar o edital de concessão até o início de maio e realizar o leilão com empresas interessadas até julho.
                                                UNIDADES REGIONAIS
Não são apenas os 67 aeroportos sob administração da Infraero que precisam de investimentos.Um estudo da Abetar (Associação das Empresas de Transporte Aéreo Regional) divulgado ontem mostra que os 174 principais aeroportos, de pequeno e médio porte, que servem à aviação regional e estão fora do sistema Infraero vão precisar de R$ 2,4 bilhões de investimentos entre 2011 e 2015.
Para Anderson Correia, especialista em transporte aéreo, professor do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) e responsável pelo estudo da Abetar, a falta de investimentos pode levar muitos desses aeroportos a ter de fechar as portas.”Sem investimentos, a Embraer não vai mais conseguir vender aviões para as empresas regionais, pois não vai ter onde operá-los.”
Como esses aeroportos são geridos por Estados e municípios e não são rentáveis, a Abetar defende o aumento do Profaa, programa federal de auxílio a aeroportos. A entidade defende ainda a necessidade de novos investimentos por meio de emendas parlamentares.
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