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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

SENADOR OSMAR DIAS SE POSICIONA CONTRA O PT.


Osmar assina CPI do MST e se afasta do PT
Fonte:Roger Pereira
Agência Senado / Paraná on line

Osmar: “Pensei, refleti, analisei”. 
Único senador do PDT que assinou a proposta de CPMI do MST, Osmar Dias disse que agiu por coerência, sem se preocupar com as consequências eleitorais de sua decisão.
Negociando uma aliança com o PT para a disputa do governo do Estado no ano que vem, Osmar é visto com resistência por alas petistas justamente por sua ligação com o agronegócio e sua assinatura na CPMI pode ser mais um argumento para o grupo contrário à aliança.
“Não estou preocupado com o que algumas pessoas pensam e nem com o que outras são pagas para pensar. Estou preocupado em manter minha coerência”, disse o senador, que informou ter assinado a CPMI pelo seu histórico. “Fui diferente dos meus colegas de partido porque eu tenho uma história de defesa da Constituição, das leis, do direito de propriedade e eu coloco sempre essas questões acima das questões políticas”, afirmou.
Osmar disse que só assinou a CPMI no último dia do prazo (quarta-feira) pois avaliou o risco de a CPMI ser uma manobra eleitoral. “Pensei muito, refleti, analisei as razões de quem estava propondo e analisei, também o outro lado. Acho que o MST terá, com a CPMI, uma grande oportunidade de provar que não tem irregularidade. Enquanto que está acusando, terá de provar as irregularidades”, disse.
Questionado se sua coerência permitirá uma coligação com o PT no ano que vem, o senador disse que, apesar desse seu histórico, essa aliança será possível porque será programática.
“Minha coerência permite apresentar um projeto e esse projeto ser o condutor de uma aliança em que aqueles partidos que acharem que esse projeto for importante para o Estado serão bem-vindos. Eu não faço aliança eleitoral e portanto não preciso explicar para ninguém minha aliança com nenhum partido”.



Gleisi: “...Há uma corrente dentro do partido que desde o início era contra a aliança, em defesa da candidatura própria..."


A presidente estadual do PT, Gleisi Hoffmann, uma das articuladoras da coligação do PT com o PDT no Paraná, lamentou a decisão do senador. Ela não disse não saber o impacto que essa assinatura terá dentro do PT, mas lembrou que a defesa dos movimentos sociais é uma bandeira do partido.
“Lamento que ele tenha assinado. É um movimento da oposição de tentar desgastar o governo. Não é uma questão central do desenvolvimento do país”, comentou. “Não posso dizer se é decisivo na configuração de uma aliança, pois outros aspectos também serão considerados, mas, com certeza, foi ruim. Até porque nós éramos contrários a essa CPMI. Se for pra fazer CPMI do MST, tem que fazer CPI da grilagem de terras, das dívidas de grandes produtores com o Banco do Brasil, por exemplo”, acrescentou.
Gleisi reafirmou que há sim o interesse em aliança com o PDT, “o PT nacionalmente está investindo na aliança com o PDT e também com o PMDB e nós, aqui no Paraná, temos que fazer tudo para colaborar com essa articulação nacional”, mas admitiu que há um grupo no partido contrário à coligação.
“Há uma corrente dentro do partido que desde o início era contra a aliança, em defesa da candidatura própria. Obviamente que eles têm críticas ao senador Osmar Dias, críticas a essa postura e teremos de fazer esse debate internamente”, comentou, frisando que a decisão sobre coligar ou não será tomada pela base do partido.

OLHO VIVO: Este é realmente um balde de água fria em quem dava como certa a aliança do PDT com o PT, ainda tem muito tempo e muita água para rolar por aí....Mas diga-se de passagem, que o Senador Osmar Dias não combina mesmo muito com PT, MST etc, todo mundo sabe, principalmente seus eleitores, e tem gente que jura que toda esta papo de aliança com o partido do governo é só balela, sabe tipo no futebol, o atacante passa o jogo inteiro caindo pela esquerda, e no final corta para a direita, deixando a defesa adversária sem ação, invade a área e faz o gol. É o que me disseram a "boca miúda" alguns de seus eleitores da antiga. E olhe que o jogo nem começou ainda!



quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Mesmo sendo aliado do PT Osmar Dias se manifesta contra atos do MST

MST deixa Osmar de saia  justa.
Fonte:Eduardo Schneider/HoraH News



As incompatibilidades estruturais entre os eleitores de Osmar Dias e os do PT começaram a surgir bem antes que se esperava. Com a estúpida invasão da fazenda da Cutrale no interior de São Paulo pelo MST.
As imagens do uso de trator para destruir milhares de pés de laranja, símbolo do agronegócio mais bem sucedido do Brasil, percorreram o mundo. Osmar é ligado a esse setor. O MST é aliado histórico e financiador do MST. Para mostrar que ainda não é um laranja do PT Osmar achou prudente se manifestar contra o barbarismo no laranjal:
- “Não podemos admitir a destruição de um ambiente de trabalho, como o que foi feito em São Paulo. Lá se foram sete mil pés de laranja que estavam produzindo e os trabalhadores deixaram de ganhar o seu ganha-pão. Não é este o método que deve ser utilizado para reivindicar o direito legítimo a terra neste País. Defendo que as autoridades de São Paulo e federais tomem providências e punam os responsáveis, sob a pena de termos conflitos no campo”.


O caso do laranjal é tão flagrante e beócio que até o Incra e o governo petista manifestaram repulsa. Pelo menos da boca pra fora. Os problemas de Osmar vão ficar mais agudos quando ele tiver de enfrentar questões mais sutis, como o índice de produtividade que o PT e o MST querem aumentar para facilitar as desapropriações de terras. Com os novos índices terras atualmente tidas como produtivas passarão a ser passíveis de desapropriação para reforma agrária.
Ainda que a reação de Osmar aos desvarios dos aiatolás boçais do MST tenha sido contida e apropriada, serviu para animar setores mais hidrofóbos do PT que sonham com a candidatura própria.


O laranja
Quem imagina que o ataque do MST as plantações de laranja não encontraria, por sua estupidez e irracionalidade, ninguém que o defendesse, precisa rever seus conceitos. O indizível deputado Doutor Rosinha já está no meio do laranjal defendendo os insanos.
Com aquele jeitão de irmão gêmeo do Capitão Caverna Rosinha assina um artigo em que chama a devastação de árvores frutíferas de “fato isolado” e critica a disposição dos deputados de usar o episódio para investigar o banditismo chapa branca do MST com uma CPI.
“A bancada ruralista no Congresso Nacional defende o cartel internacional das indústrias de suco de laranja e faz uso de um fato isolado para tentar ressuscitar um pedido de CPI contra o MST já rejeitado pela maioria do Legislativo”.


Números
A partir daí o Doutor Rosinha desenvolve um raciocínio espantoso para tentar demonstrar que as árvores derrubadas pelo MST não representam qualquer dano maior. Diz o inacreditável artigo:
“A Sucocítrico Cutrale Ltda., dona da fazenda, teria mais de 20 milhões de pés de laranja distribuídos em mais de 40 fazendas de sua propriedade no Brasil, além de outras unidades na Flórida (EUA). Ao se tomar por base a estimativa da PM de São Paulo, que divulgou o número de 7 mil pés derrubados —o MST sustenta que o número foi menor, inferior a três mil—, chega-se ao percentual de 0,7% das árvores da fazenda, que totalizam um milhão, ou então de 0,035% dos cerca de 20 milhões de pés de laranja das fazendas da Cutrale em território nacional”.


Gênio
O raciocínio embutido no arrazoado do Doutor Rosinha é genial e deve, quem sabe, criar jurisprudência.
A chacina de 8 pessoas mortas a tiros no final de semana no Uberaba, por exemplo, pode ser enquadrada nesse contexto de mero “fato isolado”.
Afinal, a morte de 8 pessoas num universo de 70 mil representa meros 0,0114285% do total dos moradores do bairro.


OLHO VIVO: Parabéns ao Senador Osmar Dias, não é pelo fato de fazer parte da base governista, nem sendo líder do governo deste no senado, que se deve concordar com tudo, muito menos com um absurdo destes. Agora para quem quer ter razão em tudo e a qualquer preço, vale qualquer artifício para tentar se minimizar ou ocultar os fatos ilícitos que seus apoiadores praticarem, queria ver se um grupo de trabalhadores sem teto, a título de redistribuição de moradias, invadissem a residência do deputado, então ele concordaria que eles tomassem posse definitiva e ou, destruíssem os seus bens....Não que sejamos contra os movimentos populares e suas manifestações, porém para tudo existe um meio e um fim apropriado! Na máxima: "Os meus direitos acabam onde começam os seus", já se pode visualizar esta questão sem muito esforço, cultura ou conhecimento para tal.