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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

ESTADO APOIA INICIATIVA PRIVADA NA CONSTRUÇÃO DE AEROPORTO - lei que regulamenta esse tipo de parceria precisa ser aprovada na Assembleia

Estado apoia iniciativa privada na construção de aeroporto de cargas nos Campos Gerais

O governador Beto Richa recebeu nesta quinta-feira (20), no Palácio das Araucárias, um grupo de empresários da Companhia Aeroportuária Campos Gerais para discutir o projeto que prevê a construção de um aeroporto internacional de cargas no município de Tibagi. Com previsão de investimento de R$ 3,5 bilhões, o novo empreendimento terá quatro pistas e possibilitará 7,5 mil pousos e decolagens por ano, com conexões com a Europa, América Latina e Estados Unidos.

De acordo com o projeto, o aeroporto terá ainda 8,8 mil metros quadrados de galpões para armazenagens, oito hangares e poderá operar com qualquer tipo de aeronave, inclusive os Airbus 380. “É uma obra importante para o desenvolvimento econômico do Paraná. Apoiamos o projeto e faremos todo o esforço para ajudar a concretizá-lo”, disse o governador Beto Richa, destacando que o aeroporto irá contribuir para o desenvolvimento industrial da região dos Campos Gerais.

Richa ressaltou os investimentos do governo estadual na infraestrutura viária e na ampliação dos modais ferroviário, viário e rodoviário. Ele disse ainda que o governo está elaborando um plano aeroviário que será fundamental para o Estado receber recursos e investir em aeroportos. “Tenho certeza que não existe no país um plano tão ambicioso”, afirmou o governador.

Para o presidente da companhia, Edison Morozowski, o melhor ponto do projeto é a integração multimodal que será realizado com as ferrovias e rodovias. Ele explica que os aeroportos de cargas de São Paulo estão saturados e que uma nova unidade é necessária para o desenvolvimento econômico do Brasil. “Esse será um dos maiores aeroportos da América Latina, um projeto que tem contado com o apoio da equipe de secretários do Governo do Paraná”, afirma o presidente. O aeroporto de Tibagi será construído em quatro etapas, com previsão de conclusão da primeira em três anos.

PÚBLICO-PRIVADA – O governo estadual entrará com apoio por meio de uma Parceira Público-Privada (PPP). Mas antes, a lei que regulamenta esse tipo de parceria precisa ser aprovada na Assembleia Legislativa. O secretário de Planejamento, Cássio Taniguchi, explica que o aeroporto não receberá dinheiro público e que o Estado irá garantir segurança jurídica ao empreendimento e decretar a área como utilidade pública. “Quem irá pagar pelas desapropriações são os empresários. É um grande plano de investimentos que o governo irá apoiar e será um indutor”, afirma o secretário.

Mario Stamm, consultor de logística da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), classifica o empreendimento como fundamental para o desenvolvimento industrial da região e disse que um aeroporto de cargas é necessário para facilitar as exportações e importações. “Uma visão logística, com conexões multimodais e que irá solucionar um gargalo de infraestrutura do Paraná”, afirmou Stamm. O consultor elogiou o programa Paraná Competitivo e disse que o novo aeroporto possibilitará a instalação de novas indústrias na região dos Campos Gerais.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Máfia de Brasília tinha conexão no Estado

Fonte: Elizabete Castro / Paraná Online
Agência Câmara

Ex-prefeito de Curitiba e deputado, Cássio Taniguchi deu toque profissional no assédio aos cofres públicos, diz a revista.
Reportagem da edição desta semana da Revista Carta Capital denuncia “a Conexão Paraná” dos escândalos envolvendo a administração do governador cassado José Roberto Arruda no Distrito Federal, ex-DEM.
O ex-diretor do órgão responsável pela fiscalização do Transporte Urbano (DF-Trans) Paulo Henrique Munhoz da Rocha e o deputado federal Cássio Taniguchi (DEM), ex-secretário de Desenvolvimento Urbano do Meio Ambiente, estão no núcleo de personagens centrais da reportagem, em que são citados ainda os deputados federais Alceni Guerra e Abelardo Lupion, e o ex-governador Jaime Lerner.
Ex-integrante da administração de Lerner no governo estadual e de Taniguchi na prefeitura de Curitiba, Munhoz da Rocha é apontado como o “elo mais visível” de uma conexão que teria sido montada por Arruda e o DEM do Paraná, que foi investigada na Operação Pandora montada pela Polícia Federal.
De acordo com a Carta Capital, os integrantes do DEM do Paraná deram um toque profissional ao projeto de Arruda. “A convocação dos demistas paranaenses por Arruda foi uma tentativa de fazer do assédio aos cofres públicos do Distrito Federal uma ação qualitativa, tocada por quadros descolados da tradicional estrutura nordestina do DEM, mais do que manjada pela mídia e pelo Judiciário”, diz a reportagem.
A reportagem afirma que Rocha, investigado por contratos fraudulentos, superfaturamento e outras irregularidades, está ligado a Lerner e Taniguchi. Entre 1995 e 1997, Rocha foi diretor do Departamento de Administração do Instituto de Previdência e Assistência aos Servidores do Estado, o extinto IPE, durante o governo Lerner.
Na administração Taniguchi, em Curitiba, Munhoz da Rocha atuou como diretor administrativo-financeiro do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (IPPUC, superintendente do Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Município de Curitiba, o extinto IPMC. Rocha presidiu o Instituto Curitiba de Saúde, e a Companhia de Desenvolvimento de Curitiba (CIC).
O ex-prefeito de Curitiba era considerado o “cérebro” da administração da Arruda, diz a reportagem que o descreve ainda como “peça fundamental” no processo de aprovação do Plano Diretor de Ordenamento Territorial de Brasília, que envolveu inúmeros interesses empresariais e econômicos.
De acordo com depoimentos do ex-assessor que denunciou o esquema, Durval Barbosa, a aprovação do Plano Diretor teria rendido R$ 20 milhões ao grupo ligado ao ex-governador do Distrito Federal.
Identificado como conselheiro informal da campanha do candidato ao governo, Beto Richa (PSDB), Taniguchi também é acusado de ter beneficiado Lerner com um contrato sem licitação com a empresa de arquitetura do ex-governador para a prestação de serviços de consultoria em desenvolvimento.
O contrato, segundo a revista, foi fechado em maio de 2007, por R$ 2 milhões. Alceni aparece apenas mencionado como o ex-secretário especial de Educação Integral do governo Arruda.
Já Lupion é citado na reportagem como o autor da indicação de Munhoz da Rocha ao ex-secretário de Transportes do Distrito Federal Alberto Fraga. A reportagem de O Estado não conseguiu localizar Taniguchi, Lerner e Rocha. Também deixou recado na caixa de recados do telefone celular de Lupion, mas não houve retorno.

sábado, 7 de agosto de 2010

Richa aposta em falta de memória do eleitor para negar relação umbilical com Lerner

Fonte: Blog Política em Debate

Chega a ser engraçada a tentativa do candidato do PSDB, Beto Richa, de negar sua relação com o governo Jaime Lerner. Em entrevista em Ponta Grossa, ontem, o tucano rechaçou qualquer ligação com o ex-governador, alegando que só admite comparação com seu pai, José Richa. E ainda apontou a existência de diversas pessoas ligadas a Lerner na campanha do adversário.
As declarações de Richa só mostram que ele aposta na falta de memória do eleitorado. Afinal, qualquer um que acompanhou minimamente a política paranaense nos últimos anos sabe que o ex-prefeito tem uma ligação umbilical com o grupo de Lerner. Richa começou sua carreira política elegendo-se deputado estadual em 1994, não por acaso ano em que Lerner se elegeu governador. Na Assembleia, foi um aliado leal e sempre votou de acordo com a orientação do governo. Em 1998 foi reeleito, e continuou na base governista.
Como deputado da base do governo Lerner, nunca se ouviu dele qualquer crítica ou questionamento a iniciativas e projetos da administração, como a privatização do Banestado, a tentativa de venda da Copel e a implantação do pedágio, muito pelo contrário.
Em 2000 foi indicado candidato a vice-prefeito na chapa de Cassio Taniguchi, fiel escudeiro de Lerner. Em 2002, foi o candidato de Lerner à sucessão estadual. Na ocasião, inclusive, o então governador acabou rompendo com o ex-prefeito de Curitiba e atual deputado estadual Rafael Greca, que disputou no PFL (hoje DEM) a indicação de candidato ao governo. Orientado por Lerner, o partido rifou Greca e apoiou a candidatura de Richa ao governo.
Além disso, o próprio Richa declarou recentemente considerar equivocada essa “demonização” da era lernista, afirmando que muitas pessoas ligadas ao ex-governador que estão ao se lado tem excelente histórico como administradores públicos e profissionais. O que é verdade. É melhor esse tipo de consideração ponderada, do que a tentativa canhestra de negar a história e apostar na falta de informação e memória das pessoas.