sábado, 11 de setembro de 2010

Datafolha aponta que Osmar se aproxima de Beto

Fonte: Roger Pereira / Paraná Online

Pesquisa Datafolha para o governo do Estado divulgada ontem pela RPCTV mostra que o segundo colocado, Osmar Dias (PDT) conseguiu reduzir pela metade a diferença em relação ao líder Beto Richa (PSDB), em 15 dias. A vantagem de Beto, que na pesquisa divulgada no dia 26 de agosto atingiu seu maior patamar, chegando a 13 pontos caiu, para apenas seis pontos, com Beto aparecendo com 44%, contra 38% de Osmar.
Na análise mais otimista por parte da campanha do pedetista, levando em conta a margem de erro de três pontos para mais e para menos, Beto e Osmar podem estar tecnicamente empatados.
Mais uma vez, nenhum dos outros cinco candidatos (Paulo Salamuni, PV; Luiz Felipe Bergmann, PSOL: Avanilson Araújo, PSTU; Amadeu Felipe, PCB e Robinson de Paula, PRTB) atingiu 1% das intenções de voto o que indica que, por mais acirrada que possa ser a disputa entre Beto e Osmar, a eleição tende a ser definida já no primeiro turno.
Requião e Gleisi lideram corrida para o Senado
O percentual de eleitores que declararam que votarão branco ou nulo manteve-se em 2%, assim como 15% declararam ainda estar indecisos. Encomendada pela Rede Paranaense de Comunicação, a pesquisa Datafolha ouviu 1200 pessoas entre os dias 8 e 10 de setembro. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná sob o número 21185/2010.
A redução em sete pontos na vantagem de Beto para Osmar é igual à mostrada anteontem pela pesquisa Ibope/RPC, confirmando a subida de Osmar na semana seguinte à visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff (PT) a Foz do Iguaçu, no último dia 2.
É a primeira vez que Beto Richa oscila para baixo nas pesquisas Datafolha, enquanto que, com 38%, Osmar repetiu seu maior índice nestes quatro levantamentos, alcançado na primeira pesquisa, em 23 de julho.
Senado
O Datafolha também ouviu os eleitores paranaenses sobre suas preferências para o Senado. O ex-governador Roberto Requião (PMDB) segue liderando com 47% das intenções de voto, seguido por sua colega de chapa, Gleisi Hoffmann (PT), que soma 41%.
Os candidatos da chapa de Beto Richa vêm atrás: Gustavo Fruet (PSDB) 22% e Ricardo Barros (PP) 16%. Rubens Hering (PV), Luiz Piva (Psol), Gilberto Araújo (PCB) e Sargento Jensen (PRTB) têm 2% das intenções de voto.
Seis por cento dos eleitores disseram que anularão um dos dois votos, enquanto 2% anulariam os dois. Trinta e cinco por cento estão indecisos quanto ao segundo voto e 20%, para os dois.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Pesquisa Ibope: Osmar tira 7 pontos da diferença para Richa.

Fonte: Elizabete Castro / Paraná Online

Tucanos paranaenses acendem luz de alerta!
Pesquisa aponta reviravolta nas eleições do Paraná.

Beto tem 47% das intenções de voto e Osmar 38%
Pesquisa Ibope, divulgada ontem pela RPC-TV, mostrou que o candidato do PSDB, Beto Richa, mantém a liderança na disputa ao governo do Estado.
Mas a diferença sobre o segundo colocado, o senador Osmar Dias (PDT), diminuiu de 16 pontos para 9 pontos. Segundo o Ibope, Beto tem 47% das intenções de votos, contra 38% de Osmar.
Na pesquisa anterior, divulgada em 26 de agosto, o candidato tucano obteve 50% contra 34% do candidato pedetista. O candidato Paulo Salamuni (PV) não atingiu 1% dos votos. Já o candidato do PSOL, Luiz Felipe Bergmann, não foi citado.
Os indecisos são 10% e os votos brancos e nulos somam 4%. A margem de erro da pesquisa é três pontos para mais ou para menos. O Ibope ouviu 1.512 eleitores em todo o Estado.
Esta foi a terceira pesquisa feita pelo Ibope nesta eleição a pedido da RPC-TV. Na primeira pesquisa, divulgada em 5 de agosto, Beto estava com 46% e Osmar aparecia com 33%. das intenções de votos.
Senado
O Ibope também aferiu a preferência de voto para as duas vagas ao Senado. O candidato do PMDB, Roberto Requião detém 50% das intenções de votos, o mesmo percentual que há quatorze dias. Gleisi Hoffmann, do PT, subiu de 42% para 47% das intenções de votos.
Gustavo Fruet (PSDB) passou de 20% para 21% das intenções de votos. Ricardo Barros (PP) foi de 14% para 15%. O candidato do PV, Rubens Hering, atingiu 2%, assim como Gilberto Araújo (PCB).
Os candidatos do PSOL, Luiz Piva e Valmor Venturini, estão com 1% das intenções de votos. A margem de erro da sondagem para o Senado é de 3%. Dos entrevistados, 27% ainda não escolheram seus candidatos ao Senado.
Outros 9% declararam votar em branco ou nulo. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) com o número 21.413/2010 e 29.067/2010, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).


Diferença entre Osmar e Beto cai de 16 pontos para 9; Ibope mostra ascensão de Osmar e queda de Beto Richa



Em apenas 15 dias, Osmar tirou sete pontos da diferença para Beto Richa. O candidato do PDT cresceu quatro pontos percentuais, enquanto o tucano caiu três na sondagem Ibope do começo desta semana.

A diferença entre o primeiro e o segundo colocado da disputa ao governo do Paraná caiu de 16 para apenas 9 pontos no período de 15 dias, aponta a pesquisa Ibope divulgada nesta quinta-feira (9) pela RPC (Rede Paranaense de Comunicação).
Osmar Dias (PDT) subiu quatro pontos na sondagem, enquanto Beto Richa (PSDB) iniciou um processo de queda, recuando três pontos. Osmar tinha 34% e subiu para 38%, enquanto Beto desceu do patamar dos 50% para 47%. Foi a primeira detecção de queda de Beto, desde o início das sondagens da preferência do eleitor paranaense.
A ascensão de Osmar ocorre num momento em que a campanha ganha corpo em todos os cantos do Estado e é destacada pela participação direta do presidente Lula e da virtual futura presidente da República, Dilma Rousseff, com declarações de apoio e pedidos de votos para Osmar em comícios e nos programas do candidato no horário eleitoral gratuito do rádio e da TV.
O Ibope ouviu 1.512 pessoas entre segunda-feira (6) e quarta-feira (8). A margem de erro da metodologia empregada pelo instituto é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no TSE sob o número 29.067/2010.
Veja o que dizem aliados e integrantes de aliança A União Faz um Novo Amanhã sobre a evidência de virada de Osmar:

Orlando Pessuti (PMDB), governador do Paraná:
_"Ficamos entusiasmados, com otimismo redobrado e a certeza da vitória de Osmar e do Rocha Loures já no primeiro turno. Acreditamos que essa ascensão teve nossa contribuição, assim como o trabalho da nossa equipe junto aos prefeitos, além da entrada efetiva do presidente Lula e da Dilma na campanha. Estamos felizes com este resultado e temos que dobrar o serviço. Aprendi desde cedo que, na política, quando a coisa está ficando boa é necessário trabalho dobrado. Estamos em um bom momento; Osmar trabalhando como nunca e a hora agora é de todos redobrarmos os esforços para assegurar a vitória em 3 de outubro".

Gleisi Hoffmann, candidata ao Senado na coligação de Osmar (PT):
_”Fiquei duplamente feliz com o resultado da pesquisa. Ela mostra a consistência da campanha, tanto da Dilma quanto a do Osmar, da minha e a do Requião. Mostra também que temos grandes chances de vencermos as eleições com chapa completa. Esse resultado nos incentiva a trabalhar ainda mais”.

Augustinho Zucchi, presidente estadual do PDT e candidato à reeleição para a Assembléia Legislativa:
_“A pesquisa evidencia o crescimento consistente do Osmar e a partir deste momento os números vão dar ainda mais ânimo para a militância. Agora será questão de dias para vermos o Osmar passar na frente do Beto”.

Enio Verri, presidente do PT/PR e candidato a deputado estadual:
_“A metodologia do Ibope demora mais para captar o impacto da campanha e as intenções de voto. Só agora ela mostra o crescimento do Osmar e a queda do Beto em razão do comício do Lula em Curitiba _ainda não captou os efeitos de Foz_ e da dinâmica e do tempo de amadurecimento da campanha. A pesquisa mostra que nossa análise estava certa desde o começo. A expectativa é que, em mais dez dias, tenhamos empate técnico”.

Dr. Rosinha, deputado federal e candidato à reeleição pelo PT:
_“Os números indicam o início de uma virada. A descida do Beto e a subida do Osmar significam cruzamento das linhas antes do 3 de outubro. Agora, mais do que nunca, precisamos estar presente nas ruas. Conclamo a todos os nossos militantes a irem para as ruas”.

Sinval Silva, presidente da Associação dos Municípios dos Campos Gerais (AMCG) e prefeito de Tibagi (PMDB):
_”Aqui em Tibagi fizemos até festa para comemorar a subida do Osmar no Ibope. Estamos alegres, já esperávamos por este resultado. Os números comprovam a virada. Osmar Dias será o nosso governador."

Neivo Beraldin, deputado estadual candidato à reeleição (PDT):
_“A população do Paraná está entendendo a importância da parceria do Estado com o governo federal. Como a Dilma está praticamente eleita, é normal que o povo do Paraná vote no Osmar. O povo é inteligente e sempre votou na harmonia com o governo federal. A tendência é a nossa vitória”.

Angelo Vanhoni, deputado federal e candidato à reeleição (PT):
_“A pesquisa confirma o que temos sentido nas ruas. Há um envolvimento maior da população no processo político apoiando a candidatura do Osmar. Não tenho como medir isso, mas acredito que a participação do presidente Lula pode ter contribuído para a elevação dos índices de pesquisa. Isso demonstra que a campanha, até o dia 3 de outubro, será disputadíssima e nós temos todas condições de ganhar essas eleições".

Wilson Picler, deputado federal e candidato à reeleição (PDT):
_“Minha avaliação é de que Osmar cresceu e continuará a crescer porque está se formando um efeito avalanche pró-Osmar, enquanto o Beto Richa está em queda. A conjugação desses dois fatores pode nos levar a concluir que Osmar vai virar e passará à frente, vencendo a eleição."

José Baka Filho, prefeito de Paranaguá (PDT):
 “A pesquisa divulgada hoje mostra que os eleitores começam a acompanhar mais de perto as propostas dos candidatos. É natural a ascensão de Osmar e vai ser mais natural ainda a queda de Beto. Lula e Dilma entraram com força total na campanha e a população agora está sabendo com que lado cada candidato está comprometido. A tendência é Osmar subir ainda mais na próxima pesquisa e vencer a eleição".

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Osmar volta a questionar carteira de trabalho de Beto Richa

Fonte : Bemparaná

O candidato do PDT ao governo do Estado, senador Osmar Dias, voltou a questionar, em eventos de campanha no Litoral e no interior, a condição profissional do seu principal adversário, o candidato do PSDB, Beto Richa. Em Antonina, Osmar afirmou que “trabalhador vota em trabalhador”, e disse ter orgulho de ter em sua carteira de trabalho, entre outras atividades, a de professor.
“Eu nunca vi neste País trabalhador votar em quem nunca trabalhou. Eu já vi trabalhador votar em quem tem a carteira de trabalho carimbada. Eu tenho um carimbo que me orgulha muito, de professor”, alegou.
Em outro evento, em Paranaguá o pedetista afirmou que a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, já assumiu o compromisso de ampliar no Paraná o programa Bolsa Família de 480 mil para 550 mil famílias. “Meu adversário não acha importante o Bolsa Família, como também não viu importância em trabalhar, já que sua carteira de trabalho é branquinha. É que ele nunca precisou trabalhar”, criticou.
Osmar contou ainda que esteve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na segunda-feira, e recebeu conselhos do petista. “Ele (Lula) é a prova de que não é preciso diploma, mas sim um coração grande e inteligência para transformar em ações o que o coração sente. Foi assim que ele fez o maior projeto de país já construído”, disse.
Em Morretes, o candidato do PDT prometeu implantar na cidade uma das 700 escolas integrais que pretende instalar no Estado. Ao lado do prefeito da cidade, Amilton de Paula (PT), Osmar lembrou que deu apoio a ele na disputa para a prefeitura e agora recebia com satisfação a retribuição. “Político sério é assim, apoia quem o apoiou, não deixa o mandato pela metade, cumpre a palavra empenhada”, disse, em referência a Richa, que na campanha para a reeleição para a prefeitura de Curitiba de 2008, prometeu cumprir quatro anos de mandato, mas renunciou ao cargo em março, para disputar o governo. “E não cumpriu a única coisa que pedi a ele, que fizesse o ensino integral em Curitiba,” criticou o senador.
Ontem, em passagem por Faxinal, região do Vale do Ivaí, no interior do Estado, Osmar voltou à carga contra o tucano. Depois de lembrar que quando era secretário de Agricultura ajudou a saldar, através do Banestado, a dívida dos produtores de feijão do Paraná que passavam por dificuldades na colheita, condenou a privatização do banco, apoiada por Richa. “Agora não podemos mais fazer isso porque o outro candidato ajudou a vender nosso banco estadual. Temos cuidar para que ele também não venda a Copel e a Sanepar e acabe com programas como o Luz Fraterna e a Tarifa Social da Água”, alertou.
Aos prefeitos reunidos no comício em Faxinal, o candidato do PDT afirmou que conhece o Paraná como a “palma da mão” e que, em seu governo, os prefeitos encontrarão sempre as portas abertas para sentar e discutir as necessidades de cada município. “Nosso estado é essencialmente agrícola e para governá-lo é preciso entender de agricultura e colocar o coração acima de tudo para perceber o que o povo realmente precisa”, afirmou.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Máfia de Brasília tinha conexão no Estado

Fonte: Elizabete Castro / Paraná Online
Agência Câmara

Ex-prefeito de Curitiba e deputado, Cássio Taniguchi deu toque profissional no assédio aos cofres públicos, diz a revista.
Reportagem da edição desta semana da Revista Carta Capital denuncia “a Conexão Paraná” dos escândalos envolvendo a administração do governador cassado José Roberto Arruda no Distrito Federal, ex-DEM.
O ex-diretor do órgão responsável pela fiscalização do Transporte Urbano (DF-Trans) Paulo Henrique Munhoz da Rocha e o deputado federal Cássio Taniguchi (DEM), ex-secretário de Desenvolvimento Urbano do Meio Ambiente, estão no núcleo de personagens centrais da reportagem, em que são citados ainda os deputados federais Alceni Guerra e Abelardo Lupion, e o ex-governador Jaime Lerner.
Ex-integrante da administração de Lerner no governo estadual e de Taniguchi na prefeitura de Curitiba, Munhoz da Rocha é apontado como o “elo mais visível” de uma conexão que teria sido montada por Arruda e o DEM do Paraná, que foi investigada na Operação Pandora montada pela Polícia Federal.
De acordo com a Carta Capital, os integrantes do DEM do Paraná deram um toque profissional ao projeto de Arruda. “A convocação dos demistas paranaenses por Arruda foi uma tentativa de fazer do assédio aos cofres públicos do Distrito Federal uma ação qualitativa, tocada por quadros descolados da tradicional estrutura nordestina do DEM, mais do que manjada pela mídia e pelo Judiciário”, diz a reportagem.
A reportagem afirma que Rocha, investigado por contratos fraudulentos, superfaturamento e outras irregularidades, está ligado a Lerner e Taniguchi. Entre 1995 e 1997, Rocha foi diretor do Departamento de Administração do Instituto de Previdência e Assistência aos Servidores do Estado, o extinto IPE, durante o governo Lerner.
Na administração Taniguchi, em Curitiba, Munhoz da Rocha atuou como diretor administrativo-financeiro do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (IPPUC, superintendente do Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Município de Curitiba, o extinto IPMC. Rocha presidiu o Instituto Curitiba de Saúde, e a Companhia de Desenvolvimento de Curitiba (CIC).
O ex-prefeito de Curitiba era considerado o “cérebro” da administração da Arruda, diz a reportagem que o descreve ainda como “peça fundamental” no processo de aprovação do Plano Diretor de Ordenamento Territorial de Brasília, que envolveu inúmeros interesses empresariais e econômicos.
De acordo com depoimentos do ex-assessor que denunciou o esquema, Durval Barbosa, a aprovação do Plano Diretor teria rendido R$ 20 milhões ao grupo ligado ao ex-governador do Distrito Federal.
Identificado como conselheiro informal da campanha do candidato ao governo, Beto Richa (PSDB), Taniguchi também é acusado de ter beneficiado Lerner com um contrato sem licitação com a empresa de arquitetura do ex-governador para a prestação de serviços de consultoria em desenvolvimento.
O contrato, segundo a revista, foi fechado em maio de 2007, por R$ 2 milhões. Alceni aparece apenas mencionado como o ex-secretário especial de Educação Integral do governo Arruda.
Já Lupion é citado na reportagem como o autor da indicação de Munhoz da Rocha ao ex-secretário de Transportes do Distrito Federal Alberto Fraga. A reportagem de O Estado não conseguiu localizar Taniguchi, Lerner e Rocha. Também deixou recado na caixa de recados do telefone celular de Lupion, mas não houve retorno.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Programas modelos de Curitiba contaram com verbas federais e estaduais

Fonte: Bemparaná


O ministro Patrus Ananias com Richa em inauguração de Restaurante em março: dinheiro federal (foto: Agência Brasil/Divulgação)

Programas modelos inseridos dentro do plano de governo do candidato tucano ao governo do Paraná, Beto Richa, demonstram que as promessas incluem projetos elaborados por outras administrações que já passaram por Curitiba (como de Jaime Lerner, Rafael Greca e Cássio Taniguchi), além de programas em funcionamento que contam com recursos dos governos federal e estadual.
É o caso do Hospital do Idoso, que foi construído com recursos federais e está sendo prometido como mote de campanha para outros municípios paranaenses como algo apenas da Capital. A proliferação dos centros de saúde para descentralizar o atendimento é também promessa de Beto que foi implementada na capital com dinheiro do governo Roberto Requião. Em seu Twitter, Requião garante que auxiliou na construção de dez centros de saúde em parceria com o governo de Beto Richa enquanto prefeito.
Outros programas como o Mãe Curitibana, o Armazém da Família, a Coleta Seletiva de Lixo estão entre os que mais se destacam na capital paranaense. No entanto, não foram feitos na gestão Beto Richa — que apenas continuou projetos que já eram referência nacional por terem sido implementados por prefeitos que o antecederam.
Nem mesmo a Linha Verde, prometida para Curitiba, foi projetada no governo Beto Richa. A ideia da integração metropolitana surgiu na administração Taniguchi e foi objeto de discussão inclusive na campanha à reeleição de Cássio, em 2000. Mas o projeto não foi aprimorado e hoje apresenta alguns problemas estruturais como ausência de passarelas e trincheiras.
O metrô, promessa da campanha do ex-prefeito em 2008, também segue projeto de Taniguchi e busca recursos do governo federal. “A Prefeitura de Curitiba quer que a gente financie 80% dos custos do metrô e achamos que é muito”, afirmou o ministro Paulo Bernardo, do Planejamento, Orçamento e Gestão.
Na saúde, outro exemplo. Beto tem prometido a construção de Hospitais Regionais (muitos foram implementados durante a gestão de Requião), Resgate Aéreo (implementado no governo Jaime Lerner com helicópteros terceirizados e desativado no governo Requião), Centro de Especialidades Médicas (Curitiba ainda sofre com a falta de centros assim e tem filas de mais de seis meses de espera para atendimento em algumas destas especialidades), Patrulhas Rodoviárias (implementadas no governo Lerner e ampliadas na gestão Requião), Programa Estadual de Atenção ao Idoso, nos moldes do Hospital do Idoso Dra. Zilda Arns (feito com recursos federais durante a gestão de Beto, num valor de R$ 11,9 milhões em repasses). Nenhuma das promessas pode ser considerada inédita.
A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano (Sedu) contabiliza um financiamento de R$ 1,8 milhão do Estado para construção de três unidades de saúde para atendimento emergencial, ambulatorial e médico nos bairros do Pinheirinho, Uberaba e Vila São Pedro, além de complementação da estrutura da Clínica 24 horas na esquina com a Avenida Winston Churchill.
Já o governo federal investiu R$ 30 mil em programas para mulheres vítimas de violência, R$ 79,9 mil em equipamentos para unidades de saúde, R$ 57,7 mil em manutenção de unidades, R$ 143,9 mil em unidades móveis de saúde e R$ 1,4 milhão de ampliação de unidades de saúde.

Vereadores de Curitiba são contra pedágio urbano

Fonte: Paraná Online / Fernanda Deslandes
Divulgação/CMC

Renata: autora.
As principais comissões permanentes da Câmara de Curitiba aprovaram, na semana passada, projeto que impede a instalação de pedágio urbano. Pelo documento, a cobrança é proibida a um raio de 40 quilômetros da Praça Tirandentes, marco zero na cidade.
Parece impossível, mas a ideia existe e veio de São Paulo. O governo federal anunciou a implantação do Sistema de Identificação Automática de Veículos (Siniav) antes da Copa do Mundo de 2014. A frota será monitorada com chips.
Segundo a vereadora Renata Bueno (PPS), autora da iniciativa, antenas espalhadas pela cidade vão captar sinais do equipamento instalado no veículo. Com isso será possível eliminar radares, porque a velocidade do veículo poderá ser identificada em todos os trechos. A tecnologia também poderá acabar com as praças de pedágio. O pagamento da tarifa pode ser da mesma forma que as multas de trânsito.
Lei
Renata Bueno destaca que o impedimento para instalação do pedágio urbano é a lei de 1953, assinada pelo então governador de São Paulo, Lucas Nogueira Garcez, que dispõe sobre a instituição da tarifa a ser cobrada nas rodovias paulistas.
No inciso 8.º do artigo 1.º, diz que “não serão instalados postos de cobrança da taxa de pedágio dentro de um raio de 35 quilômetros, contados do marco zero”. Foi com base neste inciso que Renata Bueno propôs o projeto em Curitiba, sem incluir a proibição à cobrança do estacionamento rotativo.
Na justificativa , a vereadora alega que “os contratos firmados entre o poder público e as concessionárias para este fim têm força de únicos instrumentos de regência, afrontando o direito de ir e vir, o equilíbrio econômico-financeiro, o isolamento de porções territoriais e bitributação, por exemplo”.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Presos por desvio em sindicato têm ligação estreita com Richa

Fonte: Luciana Pombo / Bemparaná
Acusados de desfalque no Sindimoc, Denílson Pires e Valdenir Dias integram base política e faziam campanha para tucano

Richa recebe Valdenir Dias, da Femoclan, na prefeitura. Na outra foto, Denilson Pires (DEM) com Richa e a ex-primeira-dama.

Os dois sindicalistas presos na manhã de terça-feira tinham ligações estreitas com o ex-prefeito de Curitiba e candidato ao governo do Estado, Beto Richa (PSDB). O presidente do Sindicato dos Motoristas e Cobradores do Transporte de Passageiros de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc), Denílson Pires, é vereador eleito pelo DEM e integrante da base de sustentação do governo municipal na Câmara de Vereadores.
Valdenir Dias é presidente regional do PMN, partido da base de Beto Richa para o governo do Estado, e ligado a movimentos sociais. Ambos os partidos integram a coligação que apoia a candidatura do tucano ao governo.
Valdenir Dias também preside a Federação das Associações de Moradores de Curitiba e Região Metropolitana (Femoclan), que mantém relação direta com a prefeitura da Capital. Tanto representando o partido como representando a Femoclan, Valdenir Dias, que foi vereador em Curitiba, aparecia sempre ao lado de Richa em solenidades. No dia 26 de junho, por exemplo, Valdenir acompanhou Beto Richa e Ricardo Barros (PP) na convenção estadual do DEM e teceu elogios ao ex-prefeito de Curitiba: “Estamos formando uma grande aliança em torno de um candidato inteligente, bom administrador, leal e correto”.
Na atual campanha de Richa para o governo, Valdenir teria a responsabilidade de fazer a ligação entre o comitê do tucano e as associações de moradores. Ele também organizaria equipes de cabos eleitorais pagos para segurar as bandeiras e fazer a panfletagem do tucano. No site da Femoclam, textos e fotos apontam para a proximidade entre Valdenir e Richa, inclusive revelando o apoio da entidade à candidatura do prefeito.
Denílson Pires e Valdenir Dias - que também é advogado do Sindimoc - são investigados por formação de quadrilha, desvio de dinheiro do Sindimoc e uso de recursos para incrementar campanhas políticas. A entidade tem um orçamento superior a R$ 10 milhões por ano, parte deste valor é repassado pelo pagamento da passagem dos usuários do sistema de transporte de Curitiba. Também foram presos Valdecir Bolette (atual tesoureiro do Sindimoc) e Fátima Butinhoni (assessora do vereador). Com eles, foram apreendidos R$ 120 mil em dinheiro.