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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

SOMENTE O SENADOR ÁLVARO DIAS QUESTIONOU TOFFOLI NA SABATINA

Fonte:Fábio Campana

Deu-se o esperado. Indicado por Lula para ocupar uma cadeira no STF, o nome do advogado José Antonio Dias Toffoli passou pela Comissão de Justiça. Surpreendente foi a facilidade.
Foram 20 votos a favor e apenas três contra. O escrutínio foi secreto, mas todos sabem que a bancada governista na comissão soma 15 senadores. No mínimo cinco votos migraram da oposição para Toffoli.
Apenas Alvaro Dias, vice líder do PSDB, fez ressalvas consistentes na sabatina de Toffoli no Senado. Disse que Tofolli não dispõe de notável saber jurídico, exibe currículo precário –sem mestrado nem doutorado—e foi reprovado em dois concursos para juiz. Realçou os vínculos políticos do advogado com Lula e com o PT. Lembrou que foi condenado pela Justiça Federal do Amapá.



OLHO VIVÔ: O Senador Álvaro Dias é homem de caráter, e assim sendo nunca iria concordar com apadrinhamentos, e loteamentos de cargos públicos, para serem trocados depois por favores escusos; Pena que ele seja uma das poucas excessões, entre tantos outros que fazem da política neste país uma grande mazela, porém a luta dele e de outros valem a pena, se não fosse assim seria melhor a anarquia!


quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Valeu a briga de Senador Álvaro Dias e da oposição, na questão da não aprovação do "caráter de urgência" nos projetos do pré-sal.

Lula admite retirar urgência dos projetos do pré-sal
Fonte: Josias de Souza na Folha Online

Lula recebeu em audiência, na tarde de ontem, o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP). Discutiram a urgência na tramitação dos quatro projetos que instituem as regras para exploração do petróleo do pré-sal.
A urgência é uma prerrogativa do presidente, prevista na Constituição. Quando adotada, impões prazos ao Legislativo. Os congressistas ficam obrigados a votar os projetos em três meses – 45 dias para a Câmara e 45 dias para o Senado.
Temer sugeriu a Lula que dê meia-volta, retirando das propostas do pré-sal o selo da urgência. Por que? Antes de ir a Lula, Temer reunira-se na Câmara com os líderes dos partidos. Verificou que o ritmo do toque de caixa não irritara apenas a oposição.
A maioria das legendas do consórcio governista também torceu o nariz. Se fincar o pé, o governo arrisca-se a minar a sua base congressual.
Os oposicionistas PSDB, DEM e PPS já haviam decidido bloquear as votações no plenário da Câmara. Um protesto contra a urgência do pré-sal.
Na reunião com Temer, revelaram-se contrários à urgência também os governistas PMDB, PP, PR e PTB. A favor, apenas o PT e o PSB.
Ao sentir que o chão lhe fugia dos pés, Temer, antes favorável à urgência, refluiu. E deicidiu ir ter com Lula.
Depois de ouvir as ponderações, o presidente pediu tempo. Disse que, antes de decidir, vai ouvir o seu conselho político. Deu a entender que pode recuar.
Integram o conselho todos os presidentes e líderes dos partidos associados ao consórcio governista. Serão auscultados por Lula nesta quinta (3).
A julgar pelo que se verificou na reunião feita por Temer, Lula não terá senão a alternativa de rever a urgência.
Renderia homenagens ao bom senso se o fizesse. As regras do pré-sal foram discutidas pelo governo, a portas fechadas, por um ano e dois meses.
Não parece razoável que o Congresso engula tudo de sopetão, sem esmiuçar os projetos.

OLHO VIVO: É assim mesmo que deve acontecer, o governo tem que entender, que essa "base governista", não governa sozinha nosso País! Valeu a briga da oposição, principalmente na liderança que representa o Senador Álvaro Dias (PSDB/PR), ao defender mais uma vez os interesses da população brasileira! Ppois se o governo levou em torno de um ano para discutir a questão do camada de petróleo no pré-sal, porque justamente na hora de discutir os parâmetros para sua exploração, por aqueles que são os representates do povo no Congresso Nacional, têm que ser tudo às pressas? Só tiver algo a esconder! OLHO VIVO MEU POVO!!

sábado, 29 de agosto de 2009

O desabafo, de Pedro Simon

Simon, desolado: “No Brasil, não se apura nada”


Fonte: Josias de Souza na Folha Online


O senador Pedro Simon (PMDB-RS) foi e ouviu o ronco da rua. Esteve no Largo do São Francisco, a faculdade de Direito da USP. Rodeado de estudantes, resumiu numa frase o desalento que o assaltou depois que o Senado arquivou as ações contra Sarney e o STF livrou a cara de Palocci.
“Ficou provado que, no Brasil, não se apura nada”. Alunos e professores perguntaram ao senador o que há de ser feito. E Simon: “Se houvesse movimento da sociedade, duvido que Sarney não tivesse renunciado”.
A reação contra a impunidade precisa vir, no dizer de Simon, “de fora para dentro”. Leia-se: das ruas para as instituições públicas.
Sim, Simon enfatizou, “porque de dentro do Congresso e do Supremo Tribunal Federal não vai sair nada…”
“…Do presidente Lula não vai sair nada. E não adianta destituir o Conselho de Ética, porque o STF acaba arquivando tudo”.

Há no Senado quem já está pelas tampas com a pregação ético-moral de Simon. Por exemplo: Ideli Salvatti (PT-SC), líder de Lula.
Quando Simon sobe à tribuna para se queixar da renitência de Sarney, Ideli costuma perguntar, à boca miúda e entre risos:
“Ele já falou do Rio Grande do Sul ou continua fingindo que é senador pela Paraíba?”
Em  relação aos malfeitos atribuídos à gestão da governadora gaúcha Yeda Crusius (PSDB).
Nesta sexta (28), como que decidido a livrar-se da pecha de “ético seletivo”, Simon disse meia dúzia de palavras sobre a encrenca gaúcha.
Presidente do PMDB estadual, Simon afirmou que seu partido “realmente tem participação” no governo tucano de Yeda.
Mas, segundo ele, o pemedebê “deixou claro” à governadora “que sairá do governo e que participará da CPI” aberta contra ela na Assembléia Legislativa.
Ah, bom!
OLHO VIVO! Concordo plenamente com o Simon, lembrando que num passado ainda próximo, o povo se pintou de verde e amarelo e ajudou a tirar Collor do poder, motivado por acusações, que se comparado às atuais contra Sarney, até parecem ínfimos.


O que mudou? O povo perdeu a vontade de protestar pelos seus direitos, exigindo justiça e se acomodou na poltrona da sala para tão somente assistir pela televisão os atos e falcatruas absurdas destes integrantes do crime organizado do terno e gravata, e poder nas mãos? Prefiro acreditar que não,que na verdade este povo está é preocupado em trabalhar para prover seu sustento e por isso não tem tempo para protestar, mas que vai dar a devida resposta nas urnas ano que vem.


Mas deixo aqui meu protesto:


Que democracia é essa onde uma só pessoa pode se apossar de um estado inteiro e também do senado federal, tomando-os para si e fazendo deles simplesmente o que bem entender, a qualquer custo ou prejuízo em detrimento da população e do país, sem ter que responder judicial, administrativa ou criminalmente a absolutamente nada, por pior e mais fraudulenta que seja sua ditatorial gestão de poder, perpetuando assim “Ad Eternum” a continuidade de sua sinecura política, para si próprio e seus sectários


Só para concluir eu não posso deixar de perguntar:


- Será que as pessoas se lembram, qual era o vínculo político do atual presidente do senado e a qual partido ele era filiado, antes de formar a “chapa” com Tancredo Neves, para então se tornar candidato à vice-presidente da república? Cargo aliás, que ele mal chegou a ocupar visto que tragicamente Tancredo faleceu antes de poder dirigir nosso país pelos caminhos da tão sonhada democracia pela qual ele tanto tinha lutado.


E o presidente, o que ele achava do Sarney e do Collor, há alguns anos atrás, antes de se tornarem seus aliados?


Estas simples respostas podem demonstrar, algumas das razões porque o país está vivenciando esta podridão nos atos daqueles que deveriam estar, na verdade, defendendo os interêsses públicos!

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Que PT é esse?

BRASÍLIA - Em seu discurso desta sexta-feira no plenário, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) atribuiu ao que qualificou de "soberba" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a saída da senadora Marina Silva do PT e a crise envolvendo o líder do partido no Senado, Aloizio Mercadante (SP). Simon também acusou Lula de interferir "de maneira grosseira no Senado, submetendo seu partido, o PT, para salvar Sarney".


"Lula age com soberba, desprezando os antigos companheiros que construíram e formaram a alma do PT e que, hoje, desiludidos, estão abandonando o partido", disse Simon, citando também o caso de Frei Betto, um dos primeiros auxiliares de Lula a abandonar o governo.Após anunciar que deixaria a liderança do PT no Senado, Mercadante subiu à tribuna do plenário para dizer que ficará no cargo a pedido do presidente Lula. Um encontro entre os dois ocorreu ontem à noite, no Palácio do Planalto, e, segundo o senador, eles conversaram por cerca de cinco horas. Durante o discurso, Mercadante leu uma carta que recebeu de Lula, e anunciou: "Não tenho como dizer não para o presidente, como não tive como dizer muitas vezes."

OLHO VIVO: É melhor dizer não então e virar as costas e trair aos milhões de eleitores, que confiando nos programas de governo e diretrizes do PT votaram cegamente numa proposta mentirosa, como mentiroso é o plano de governo, ou desgoverno, do partido e do Lula, navio aliás que Flavio Arns, pelo menos êle, teve a honra, ou sensatez, de pular fora.
Que PT é esse? me perguntam nas ruas...
Desconheço, respondo. Pois cada vez mais se parece aos partidos, desenhados nas críticas que então tecia com paixão quando era oposição, contra os quais contestava e brigava arduamente no passado.
Que PT é esse que abraça Collor e defende Sarney, a custas do próprio sangue, em detrimento de todo um passado histórico de lutas pelos direitos sociais! Porque não defende a população brasileira carente e os trabalhadores agora?...
Balela, "história prá boi dormir", no ditado popular, mas com apenas uma simples palavra pode ser bem definada: MENTIRA!

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Ruim por ruim, votem em mim!

Fonte: Et Cetera
A corrida ao Palácio do Planalto no ano que vem ganhou um ingrediente novo após a divulgação da pesquisa feita pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe). O cenário até então tido como principal entre José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) sofreu uma "revolução". O fato é que a popularidade da candidata de Lula está em absoluta queda livre. O mau momento da petista é tamanho que o PSB, que caminhava no sentido da composição com o PT, anunciou que o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) é candidato à presidência da República em 2010, e não ao governo paulista. Não surpreende. Ciro, hoje, aparece como vice-líder no levantamento, a frente de Dilma. Imagine o azedume no ambiente do petismo. A verdade é que a ministra-chefe da Casa Civil murchou antes mesmo de desabrochar. O incidente com Lina Vieira foi apenas a gota d'água. A coisa está tão feia que, a continuar assim, o presidente Lula apoiará mesmo é Ciro Gomes. E um abraço para a "companheira".
Complicador Não é apenas o crescimento de Ciro que incomoda. Dilma aparece atrás, até, da senadora Marina Silva (PT-AC), que deve se transferir para o PV. No confronto direto entre as duas, em quatro cenários, a senadora "verde" perde em um, empata em outro e ganha em dois. O nome escolhido por Lula, o único dentro do PT, demonstra não ter fôlego, sequer, para chegar viável no ano que vem. Virtudes Por mais que o Planalto insista que o melhor caminho é ter um único candidato da base aliada de Lula à sucessão, nessa altura do jogo a entrada de Ciro é algo a ser visto como positivo. Dilma, que perdeu credibilidade no "caso Sarney", teria, enfim, alguém que a substitua. Vale lembrar que o PT, em momento algum, trabalhou com um "plano B". Os números Na primeira das consultas, José Serra (PSDB) aparece com 28% das preferências, seguido de Ciro Gomes (PSB) com 16%. Dilma é a terceira (14%), Heloísa Helena (PSOL) a quarta com 13% e Marina aparece em quinto lugar, com 10%. Cenários Na segunda consulta, sem Heloísa Helena, Marina empata com Dilma em 14% (Serra lidera com 30% e Ciro fica com 22%). A virada da ex-ministra do Meio Ambiente aparece quando Ciro também é tirado da disputa. Nessa hipótese, Serra sobe para 37% e Marina vence Dilma por 24% a 16%. Última
Para quem carrega o bônus de ser a preferida de Lula e ainda poder contar com o uso da máquina, os percentuais de Dilma beiram o fiasco.

sábado, 15 de agosto de 2009

Isso a gente já sabia!

Ora, minha gente, ter dúvidas sobre se Papai Noel e Coelhinho da Páscoa existem de verdade ou não, até dá para admitir, agora alguém ainda imaginar que José Sarney poderia não ser sabedor e profundo conhecedor dos Atos e Fatos Secretos que aconteciam e acontecem naquela casa..., ESSA NÃO DÁ PARA ENGULIR!
Mas tudo bem a notícia oficialmente, só aconteceu agora:

Sarney quebrou decoro ao negar atos, diz oposição

Notícia reforça discurso pelo afastamento do peemedebista, que teve ações rejeitadas pelo Conselho de Ética

Fonte: Clarissa Oliveira, de O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO - A notícia de que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), sabia da existência dos atos secretos desde o fim de maio reforçou o discurso da oposição em favor do afastamento do peemedebista.



A avaliação é a de que fica caracterizado mais um indício de quebra de decoro parlamentar, já que Sarney mentiu ao dizer da tribuna que não sabia o que era um ato secreto, após o esquema de boletins ocultos ter sido revelado pelo Estado em 10 de junho.

A informação de que Sarney já sabia dos atos foi noticiada neste sábado, 15, pelo Estado, em entrevista com o ex-diretor de Recursos Humanos do Senado, Ralph Siqueira. Segundo ele, todos os seus superiores foram avisados.

A conversa com Sarney teria acontecido entre os dias 28 e 29 de maio. Siqueira disse que, no despacho, informou Sarney de que havia sido criada uma comissão para investigar os atos, já que havia indícios de omissão deliberada.

"Se este fato se comprovar, está caracterizada a quebra de decoro. Para nós, este elemento sozinho já seria suficiente", reagiu neste sábado o líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN). "Isso acrescenta mais uma motivação à nossa intenção de votar a favor da abertura dos processos contra ele."

Agripino voltou a criticar a articulação liderada nos bastidores pelo presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, para assegurar a permanência de Sarney no cargo. "Ao final, vamos ver se prevalecem os fatos ou as manobras."

Onze ações - entre denúncias e representações - contra o presidente do Senado foram rejeitas pelo presidente do Conselho de Ética do Senado, Paulo Duque (PMDB-RJ) nas últimas semanas. A oposição recorreu de todas, e uma decisão sobre a abertura dos processos deve ser decidida na próxima semana.

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), disse que vai discutir o assunto com a bancada na próxima semana. Segundo ele, a base governista trata as sucessivas denúncias contra Sarney como "jogo matemático". "Esta é mais uma contradição, que só faz aumentar o clima de desconfiança."